Curso de Quenya lançado (2ª edição)

Foi só eu falar e saiu: o Curso de Quenya, 2ª edição, está disponível para ser comprada no site da editora Arte & Letra através deste link. O preço é R$ 42,00, o que é mais barato do que eu esperava.

Para vocês que me perguntam como aprender élfico: é esse livro que vocês tem de comprar! Se não quiserem investir no livro, a outra opção é a versão em inglês disponível no site da Ardalambion.

De acordo com o que o Gabriel “Tilion” Brum escreveu nos comentários abaixo, a versão da Ardalambion em inglês é ainda a antiga.

Sindanórie em novo local

O site Sindanórie, feito pelo entusiasta Roman Rausch, sofreu uma séria modificação: http://www.sindanoorie.net/ é o novo endereço.

O que você deveria ter visto na Sindanórie que você ainda não viu? Talvez os tópicos de maior interesse para os iniciantes seja a análise dos nomes, então aqui segue uma série de artigos:

Não se sinta mal se você não ganhar um Nobel

Tolkien também não ganhou. A sua literatura “não poderia ser comparada com contagem de histórias de um nível elevado”, segundo o painel de 1961 do Prêmio Nobel.

http://www.bbc.co.uk/news/entertainment-arts-16440150

Nova versão do Curso de Quenya quase saindo do forno

O ano que começou trará novamente o mundo de Tolkien para a mídia com a chegada d’O Hobbit aos cinemas.

Mas para nós, que gostamos das línguas, logo logo teremos o Curso de Quenya revisado em nossas mãos. O Curso foi para a gráfica no dia 02 de dezembro e o lançamento é só uma questão de tempo. Para ver quando ele ficará pronto, é só acompanhar o tópico da Valinor em: http://forum.valinor.com.br/showthread.php?t=94834

Atualização de Natal da Ardalambion

Para aqueles que ainda estão no espírito natalino, o escritor do Curso, Helge Fauskanger, fez a tradução do Evangelho de São Marcos para o Quenya. Por causa dessa tradução, as palavras que o Helge utilizou de “material antigo” (ou seja, da década de 1920) aparecem agora na nova versão da lista de palavras Quenya-Inglês da Ardalambion.

Vale a pena?

Ford Nucleon, um carro conceito.

Felizmente, quando eu criei este site, a exatos 5 anos atrás, eu o fiz a prova de donos relapsos. :)

Eu agradeço a todas as pessoas que tornam a visitar o site, e todos aqueles rostos novos que aparecem diariamente também. Um deles é o Peter, que me enviou um e-mail:

Eu estava querendo muito “aprender” Quenya ou Sindarin mas li seu tópico que não é possível se comunicar com as pessoas nem nada. Poxa tenho que dizer que isso me desanimo um pouco, enquanto lia os livros me imaginava no local conversando com eles em Quenya, isso sempre me animou. Tenho um colega que sabe rúnico o que é bem diferente e até dá para fazer muita coisa, mas meu objetivo era o elfico. Você acha que realmente compensa? Dá para fazer algo com o Quenya ou Sindarin, ou somente frases com as palavras que existem? Gostaria de uma reposta sua muito obrigado =D.

Peter, cada minuto que eu investi valeu a pena. Não pelo que eu realmente utilizei das línguas, mas pelo que elas me permitiram pensar sobre o aprendizado e o uso das línguas em si, sobre o prazer de utilizar palavras de novas maneiras e pensar sobre elas de uma forma metódica e filosófica. É sim possível criar novas palavras e novos textos élficos. É possível manter uma conversa básica em élfico. Mas essa não é a “moral” das línguas élficas.

Tolkien criou essas línguas para mostrar como ele achava que uma língua deveria ser para ter a estética fonética que ele procurava. É como se fosse um estilista desenhando roupas experimentais, que nunca vão ser utilizadas na rua, mas que fazem o que ele quer: tem a cor, o brilho, o movimento e os detalhes que ele gostaria de ver em uma peça, embora talvez seja impossível um homem ou uma mulher se sentir confortáveis (ou respeitáveis) vestindo elas.

Para usar uma analogia mais máscula automobilística, as línguas élficas são como carros conceito. Carros conceito não foram feitos para andar na rua: eles foram feitos para inspirar uma nova linha de pensamento sobre a construção de carros e quais funcionalidades eles deveriam ter. Por exemplo, veja a imagem deste post. O Ford Nucleon, como o nome implica, foi um carro conceito da Ford, criado em 1958, para avaliar as possibilidades de um veículo automotivo movido a energia nuclear. Nenhum veículo automotivo até hoje utilizou energia nuclear até onde eu saiba, mas o espírito desse conceito era explorar a possibilidade e instigar a curiosidade de engenheiros. Como a própria Ford disse:

Carros como o Nucleon ilustram o quão profundas eram as pesquisas sobre o futuro conduzidas na Ford, e demonstram que os designers recusavam-se a admitir que algo não poderia ser feito simplesmente porque nunca havia sido feito.

Quando Tolkien inventou as línguas élficas, o único exemplo de língua inventada que “deu certo” era o Esperanto. Criar línguas era um “vício secreto”, como ele descreveu. Mas ao contrário de L.L. Zamenhof, o seu objetivo era que elas fossem bonitas, e não úteis. Ele queria passar um senso estético elevado, e não resolver um problema geopolítico. Ambas são “línguas conceituais”, mas o Quenya e o Sindarin tem outro objetivo conceitual: o de construir a língua mais bela que já existiu. O que ele não esperava é que as pessoas fossem gostar tanto da invenção dele a ponto de querer compartilhar da criação.

Minha vida nunca mais foi a mesma depois das línguas élficas, porque eu sempre me senti mais consciente do que eu escrevo e do que eu falo, de como eu falo e do significado mais profundo do vocabulário que eu utilizo. É como se um terceiro olho houvesse se aberto na minha testa. Em outras palavras, valeu a pena.

[Offtopic] Rave em Valfenda

Eu passei uma viagem de ônibus inteira passando um vexame por estar rindo sem parar da descrição do que seria uma rave élfica.

Aconteceu em East Meets West, episódio 271, um podcast que eu adoro escutar.

Existem bastante discussões na Elfling esses dias, Logo eu devo ter um tempinho de analisar e trazer o resumo para vocês.

Dicionário de Sindarin como plugin de Firefox

O programador francês Didier Willis, criador do Dicionário Hiswelóke de Sindarin, anunciou na sua lista Sindict e na Elfling uma nova forma de distribuição do dicionário: um plugin de Firefox, chamado “Ladon’s Breath”.

O plugin pode ser baixado no site https://sites.google.com/site/lbreathdev/ e é gratuito. Ele requer Firefox 7.0 ou superior. Didier ainda disse que esse plugin inclui várias correções ao dicionário original, novas palavras do Parma Eldalamberon 18 e 19, além de algumas coisas da edição 17.

O porquê de não haver videoaulas em élfico

Palestra sobre Tengwar na RPGCon

Palestra sobre Tengwar na RPGCon, cortesia do Inácio "Feanor" Silva.

Minha opinião é de que aulas de élfico não vão ser feitas em vídeo nunca. Existem algumas razões para isso.

A primeira barreira é que eu acredito que as pessoas tem uma visão do élfico que não condiz com a realidade, se desiludem rapidamente e, finalmente, desistem. Todo novato chega pensando que vai falar élfico fluentemente. Isso não vai acontecer. Nos falta vocabulário e gramática! Quando essa visão é desconstruída, 95% das pessoas (talvez mais) desiste de aprender élfico, pois não vão conseguir fazer o que querem com esse conhecimento: se comunicar com outros, como nos filmes.

A segunda barreira é a metodologia. Como conversar é impossível, escrever é o ponto de partida de qualquer composição em élfico. Para aprender a escrever nessas línguas, é muito mais fácil consultar um livro do que um vídeo.

A terceira barreira é de conhecimento do próprio criador desses possíveis cursos. A pessoa necessitaria não somente de um conhecimento sólido das línguas, como também necessita de um conhecimento sólido em metodologia de ensino. Ensinar coisas por texto é diferente de ensinar coisas através da fala.

A quarta barreira é decorrente da terceira: eu só conheci uma pessoa que tem conhecimento das línguas, conhecimento profissional de linguística e conhecimento de metodologia de ensino suficientes para criar uma série de videoaulas. E ele é norueguês. E não fala português.

A quinta barreira é monetária. O único lucro para o criador das videoaulas seria o conhecimento adquirido através da produção e um projeto no portfólio. Mas para que ele possa adicionar esses trabalhos no portfólio, ele precisa investir.

Boas câmeras e microfones custam dinheiro. Ninguém quer produzir um vídeo onde a pessoa parece que é um prisioneiro de alguma facção terrorista. E ninguém quer escutar uma voz abafada ou chiado quando o som é tão importante à explicação! A produção de material custa tempo. A produção de áudio, vídeo e iluminação custa tempo. É quase impossível tornar esse esforço em dinheiro suficiente para cobrir os custos da produção.

Por fim, existe um último argumento contra as videoaulas. Elas não são realmente necessárias. Problemas na compreensão do élfico são geralmente relacionadas à pronúncia, algo que é facilmente solucionável com uma pequena ajuda, o envio de um pequeno arquivo de som, uma instrução de 10 minutos no Skype ou algo similar. Este site está no ar desde dezembro de 2006 e eu não lembro de ter recebido uma mísera pergunta sobre morfologia, sintaxe ou semântica por e-mail ou comentário. Só a fonética é problemática. E para a fonética já foi construído diversos artigos e sites com exemplos dos sons.

Com tudo isso dito, não se sintam desencorajados a estudar as línguas élficas. Eu adoraria ser inundado por perguntas de pessoas que estão realmente tentando aprender a escrever em élfico, em vez de apenas consumir élfico. Me envie um e-mail pelo formulário de contato no topo da tela, ou me encontre no Twitter em @rodrigolj. Pedidos de auxílio com a gramática são muito mais rápidos de atender do que auxílio com traduções e nomes.

Emanuel, Manuel, Manuela

Na falta de atualizações, gostaria de passar uma tradução de nome que fiz a pedido por e-mail. Os nomes Emanuel, Manuel e Manuela podem utilizar estas formas em Quenya e Sindarin:

Q. Valaselvë; S. Balanammen

Espero que quem esteja esperando a muito tempo essa tradução possa aproveitá-la. Quando eu conseguir encaixar alguma produção, como essa, eu vou divulgando por aqui, já que o Vinyar Tengwar 50 teima em não aparecer e, por isso, estamos com uma certa falta de material novo e discussões produtivas.