Arquivo mensais:julho 2007

Atualização nas listas de palavras em Quenya do Helge – 30 de junho

Devido à aproximação da Omentielva Tatya e um pedido de permissão para impressão, Helge Fauskanger da Ardalambion liberou nesta segunda-feira uma atualização preliminar das listas de palavras em Quenya disponíveis em seu site.

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Resumo do Curso de Quenya: Lição 15 (Adendo)

Achei que o meu último resumo poderia causar algum transtorno na hora do estudo, já que alguns exercícios poderiam estar “errados” e o estudante não saberia qual é. Então resolvi dar uma olhada em cada um, para ter certeza de que não haveriam grandes “erros”.

Aqui estão os exercícios que precisariam de algum tipo de correção:

C. Hiritarya malta i orontissen antanë alassë lieryan, an hiritaryas carnë lierya alya.
G. I nér ye hirnë i harma nurtuva i engwi ya ihíriës samberyatsë.
H. I ambossë cenis i veru ya itíriës coaryallo, ar yant antanes annarya.

Abaixo seguem as respostas corretas dos exercícios, onde eles diferem do livro (não olhem se não acabaram os exercícios ainda, claro…):

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Resumo do Curso de Quenya: Lição 15

Primeiramente, parabéns! Passando desta lição você terá chegado mais longe do que eu jamais cheguei no Curso de Quenya. Parei de estudar de forma linear na lição 14, pois na época eu traduzia bastante e já havia aprendido alguns conceitos mais avançados.

Mesmo assim, eu precisei voltar a ler o curso eventualmente, para completar meu conhecimento. Digamos que eu “tranquei minha matrícula”. Considere tudo que você aprendeu até agora o “básico” do Quenya. Esta lição inicia a fase intermediária do seu aprendizado.

Mais Sobre Desinências Pronominais Possessivas

  • -rya significa “seu, sua”, ou seja, aplica-se aos dois gêneros;
  • -ryat é o plural dual e, possivelmente -u- é a vogal de ligação a ser utilizada entre o subst. e o pronome no dual;
  • os encontros -ny, -ly, -ry e -ty funcionam como duas consoantes separadas para definir a tonicidade (exemplo: hildinyar é paroxítona por conta disso), mas permitem que vogais longas as precedam (ex: “mão” ? máryat “par de mãos”, mas malvar “nossas mãos”);
  • verbos no infinitivo com a forma estendida em -ta (ver lição 10, p. 172-4) permitem desinências pronominais possessivas (ver p. 260). Gerúndios parecem permití-las também.

O Caso Locativo

Possui a forma singular -ssë, pl. -ssen, dual -tsë. Após n e l, a desinência aparece como -dë, devido à evolução fonética do Quenya, e talvez como -së após s ou t.

O sentido da desinência, como o nome diz, é especificar o local de uma ação, equivalente ao português “em, sobre, em cima”.

Frases Relativas

Praticamente tudo que está escrito entre as p. 264-69 está ultrapassado, por conta da publicação do VT47, em fevereiro de 2005. Por isso, vou tentar explicar rapidamente os pronomes relativos, e como eles passarão a ser utilizados na nova edição do Curso de Quenya (assim que ela sair). Na p. 264 temos:

[O pronome relativo] pode ser usado para construir frases relativas, isto é, frases encaixadas em outras frases como um tipo de expressões descritivas. Duas frases como “o tesouro é grande” e “você encontrou-o” podem ser combinadas como “o tesouro que você encontrou é grande”.

Entendido isso, é necessário saber que o Quenya tem dois pronomes relativos, enquanto o português tem um, “que”. Isso é porque o Quenya segue o modelo do inglês, que tem dois pronomes desse tipo: who e which. A diferença sendo que who é utilizado quando nos referimos a uma pessoa (ou seja, “pessoal”), enquanto which é utilizado ao se referir a coisas ou situações (ou seja, “impessoal”). Exemplo:

  • A pessoa que falou com você era grande. ? The person who spoke with you was big.
  • O tesouro que você achou era grande. ? The treasure which you have found was big.

No Quenya, temos os seguintes pronomes relativos:

  • Pessoais: sing. ye, pl. i
  • Impessoal: sing. e pl. ya

Ao contrário do que é dito no Curso de Quenya, todos os pronomes relativos (inclusive i) podem receber desinências casuais.

Outra função importante dos pronomes relativos é que, quando utilizados sem um substantivo e à frente de um verbo, podem significar:

  • ye “aquele que” ? ye carë quettar “aquele que forma palavras”
  • i “aqueles que” ? i carir quettar “aqueles que formam palavras”
  • ya “aquilo que” ? ya carë quettar “aquilo que forma palavras”

Obscuridades da Terceira Pessoa

Na época em que o autor escreveu o Curso, não havia disponível uma tabela canônica de pronomes do Quenya pós-Senhor dos Anéis, então ele estrapolou que -ryë seria a forma longa da terceira pessoa do singular, ou seja, “ele/ela/isto”. Para você completar os exercícios, precisa saber disso.

Contudo, nós sabemos hoje que em 1968/9, a forma longa da 3ª pessoa do singular era -së, e ela era raramente utilizada.

Resumo do Curso de Quenya: Lição 14

Os Casos Alativo e Ablativo

A melhor maneira de lembrar da função desses dois é com a frase clássica de Elendil: Et Eärello Endorenna utúlien. Nessa frase o ablativo é utilizado dizendo de onde Elendil veio (Eärello “do Grande Mar”, ablativo) e onde ele chegou (Endorenna “para a Terra-média”, alativo). Lembrando então:

  • Alativo: “na direção de, contra” e, em algumas situações, pode significar “em, sobre, para dentro de”;
  • Ablativo: “proveniente de”, mas também pode significar “fora de” em algumas situações (ver CdQ:235-6).

Com substantivos que terminam em consoante, o Curso explica muito bem:

Se um substantivo que termine em uma consoante for receber a desinência casual para alativo ou ablativo, uma vogal de ligação (no singular -e-, no plural -i-) poderá ser inserida antes da desinência casual para evitar um encontro consonantal impossível; [caso a consoante possa sofrer uma síncope, como n], uma forma contraída é usada (ex: Rómello “do leste”, para Rómen-llo).

Equë e Auta

Quando citando uma pessoa, utiliza-se o v. equë, seguido do nome da pessoa citada e o que ela disse. Exemplo:

Equë Telcontar: “Yé! Utúvienyes!”
Diz/disse Passolargo: “Sim! Eu a encontrei!”

De outra forma, utiliza-se o verbo quet-. Exemplo:

“Yé! Utúvienyes!”, Telcontar quentë.
“Sim! Eu a encontrei!”, disse Telcontar.

Auta- significa “passar” ou “ir embora, deixar (o ponto do pensamento do falante). O verbo possui dois grupos de pretérito e perfeito com formas e significados distintos:

  • pret. oantë, perf. oantië: sentido físico de “ir embora”;
  • pret. vánë, perf. avánië: “desapareceu, passou”.

É possível encontrar informações mais completas na p. 240-1 do CdQ.

Asfaloth

Asfaloth, interpretado por Florian É claro, muita gente deve conhecer a cena: O “jovem” Frodo (Você sabia que Frodo tinha 50 anos de idade na Guerra do Anel? Tamanho não é documento…) sendo perseguido por nove Espectros do Anel a cavalo em um bosque, dependendo apenas da velocidade do cavalo em que está montado para sobreviver.

O cavalo era Asfaloth, cujo dono era Glorfindel (nos livros; Liv “Arwen” Tyler nos filmes), e o significado de seu nome é uma incógnita até hoje. Não no nível de “balrogs têm asa?”, mas chega perto. De uma forma ou de outra, coube a Bertrand Bellet uma nova tentativa de explicar esse nome na mensagem 1005 da lista Lambengolmor.

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Tabela de pronomes do Quenya revisada

Há algum tempo atrás, eu postei informações sobre a tabela de pronomes do Quenya feita por Tolkien em 1968-9. Desde lá, essa tabela foi publicada na Wikipédia inglesa, na entrada sobre Quenya.

Como a Wikipédia está sob a GNU Free Documentation License, resolvi utilizar a mesma tabela (embora traduzida) no meu artigo original, que vocês podem ler neste link. Espero que seja útil para todos os compositores.

Gandalf em Lisboa

Gandalf Sede CAMPANHA PS Uma saída do #tolkien que merece ser mencionada pela originalidade: o blogueiro português Carlos João mostra uma foto de “Gandalf” no discurso de posse de António Costa, agora Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Toda a capital está um caos. A CML está na prática, tecnicamente falida, paralisada e sem rumo. Não existe dinheiro para papel higiénico em determinados departamentos, quanto mais para anéis. Mas a presença do feiticeiro, por si só, acalma o povo. O código penal não prevê a punição do crime de peculato – ou outro – perpetrado por um feiticeiro, ainda para mais branco! E isso confere uma certa inimputabilidade à lista encabeçada pelo António Costa. O aparelho político-partidário recorre a todas as armas para disputar a tão almejada vitória.

Não sabia que a situação estava tão preta nos Portos Cinzentos. Infelizmente, acho difícil que até Gandalf consiga reverter uma situação dessas: os hobbits, por natureza, têm bom coração e podem ser movidos por motivos nobres. Políticos, por outro lado…

Fonte: Cérebro Dormente via #tolkien